Entre os dias 4 e 6 de agosto, 130 jovens participantes da Juventude Carmelita reuniram-se na cidade de Ica, convocados pela figura de São João da Cruz, com o lema Descubre tu presencia.

Foi uma riqueza descobrir a figura do Santo Padre. Os jovens conheceram sua vida e mensagem, aproximando-se de suas poesias e espiritualidade a partir de conferências simples e um encontro direto com os textos, que lhes permitiu descobrir a mensagem de alegria e esperança com que nos brinda nosso Pai São João da Cruz e abrir-lhes, assim, uma porta para enamorar-se mais de Deus e crescer no amor humano.

O encontro foi concluído com uma missa solene aos pés do Senhor de Luren na capela provisória na qual, desde o terremoto de 2017, os carmelitas descalços animam a vida paroquial em Ica.

Mais informações no Facebook: https://www.facebook.com/jovenesocdperu/

No domingo 30 de julho do presente ano, a Província de Varsóvia de Carmelitas Descalços restaurou, depois de 172 anos, a presença do Carmelo teresiano em Lituánia. Neste dia, durante a missa solene celebrada na igreja da Santa Cruz, o nosso irmão lituano P. Valdas Paura, tomou posse da paróquia ubicada na referida igreja, no centro da cidade de Kaunas. Juntamente com ele, estará o P. Emilian Bojko, que foi missionário no Burundi e colaborou também com a Delegação geral de Argentina.

A cerimónia foi presidida pelo Decano de Kaunas, D. Vytautas Grigaravičius e nela participaram numerosos sacerdotes, como o pároco cessante, D. Renaldas Šumbrauskis. A Província carmelita de Varsóvia esteve representada pelo P. Provincial, Jan Piotr Malicki e dois Conselheiros provinciais, os padres Gregório A. Malec e Robert Marciniak.

Vytautas recordou na homilia a importância histórica do acontecimento –dada a profunda relação do Carmelo teresiano com Lituánia-, em que se restaurava uma presença que data desde 1770 (até 1845 os carmelitas residiam na igreja agora recuperada) e que foi interrompida após a ocupação soviética do país, em 1946. Os irmãos presentes na Lituánia unem-se assim às Carmelitas descalças de Paštuva e às comunidades da OCDS presentes em Kaunas e Vilnius

– Robert M. Marciniak, OCD

Frei Felipe nos deixou. Não o esperávamos, porque – apesar de sua idade e alguns problemas de saúde que tinha – estava muito bem e, principalmente, porque nunca se pensa que uma pessoa como ele possa nos deixar.

Não posso esquecer a primeira vez que o encontrei. Eu acabava de ingressar no Carmelo, era postulante em Florença e Frei Felipe veio para presidir uma profissão no mosteiro de nossas monjas. Sua voz poderosa, sua figura imponente, tudo falava de um verdadeiro Geral. Mas, ao mesmo tempo, via-se sua simplicidade e trato fraterno conosco e com as monjas. Fazendo parte do séquito do Padre Geral, pudemos entrar na clausura das monjas e fiquei encantado com sua maneira de brincar com elas, falando das panelas pequenas. Via-se que, com todo o sentido de sagrado e inviolável que pairava nos aposentos da casa, ele sabia criar um clima de fraternidade e de família.

Essa primeira impressão de pai de família foi confirmada por tudo que pude conhecer dele depois, a começar por seu trabalho incansável durante os dezoito anos em que esteve na Casa Geral, primeiro como Vigário-Geral e depois como Prepósito. Posso dizer que até hoje sua presença deixou uma marca indelével no governo e na vida da Ordem. Durante estes anos estamos relendo as Constituições, que foram aprovadas e revisadas no tempo de seu serviço como Prepósito Geral. Também devemos a seu governo um forte impulso missionário da Ordem, sobretudo na África. As casas de formação para nossos jovens foram uma preocupação constante de Frei Felipe, que muito trabalhou para edificá-las em vários países. Não é por acaso que, ao terminar seu segundo mandato como Geral, tenha pedido ser transferido para o Uruguai, onde foi mestre de noviços durante muitos anos, pondo a serviço deles toda a sua experiência e sabedoria.

Todos nós sabemos que as Constituições de nossas Irmãs foram uma das cruzes mais pesadas que Frei Felipe teve que carregar e que o texto aprovado em 1991 também é fruto de seus sofrimentos, lutas e lágrimas. Seu carinho e entrega generosa para com as carmelitas descalças manteve-se até a última etapa de sua vida, como confessor e assessor de muitos mosteiros na América Latina.

Frei Felipe, tua partida nos faz sentir mais sozinhos e mais desamparados. No entanto, sabemos que agora podemos contar ainda mais contigo, com tua amizade e com tua fortaleza, da qual tanto necessitamos. E o que nos deixaste foi um legado enorme: o exemplo que nos deste de verdadeiro amor à nossa família e a toda a Igreja. Obrigado, Felipe! Nunca te esqueceremos!

Queridos irmãos, no começo do dia de hoje anunciávamos o falecimento de nosso irmão Felipe Sainz de Baranda e dávamos a notícia de seu funeral marcado para amanhã, mas finalmente adiado para sexta-feira – 28 de julho – às 16:15 h. Desse modo, facilitou-se que irmãos nossos que vivem fora da Espanha possam comparecer. Espera-se a chegada de Frei Agustí Borrell, Vigário-Geral de nossa Ordem.

A seguir, compartilhamos uma breve resenha biográfica de nosso irmão:

Frei Felipe nasceu em Baranda, no dia 3 de outubro de 1930. Filho de Eugenio e Leonor, ingressou no Colégio teresiano de Calahorra (La Rioja) em 1941, onde fez o curso de humanidades até 1945.

Veste o hábito do Carmelo em Burgo de Osma (Soria) em 4 de outubro de 1945, iniciando seu noviciado, que culmina com a profissão religiosa em 5 de outubro de 1946.

Transfere-se a Burgos, onde cursa os dois primeiros anos de Filosofia no convento da Ordem, concluindo os estudos em Oviedo (Asturias) em 1949.

Retorna a Burgos para iniciar a Teologia e, depois de cursar os dois primeiros anos e emitir a profissão solene em outubro de 1951, é destinado ao Colégio Internacional da Ordem, em Roma. Foi ordenado sacerdote em 19 de dezembro de 1953.

Ao concluir o curso institucional em 1954, obtém a Licença em Teologia, fazendo o Doutorado em 1954-1955. Prossegue os estudos de Sagrada Escritura no Biblicum, de 1955 a 1958, licenciando-se em 1958.

Em outubro de 1958, é nomeado professor de Sagrada Escritura e Patrística do Colégio Teológico de Burgos, tarefa que cumula com a direção da revista El Monte Carmelo, a partir de 1960.

Em 1963, é nomeado segundo conselheiro provincial e, posteriormente, Mestre de Espírito dos teólogos; e, finalmente, prior da comunidade entre 1966 e 1969, época na qual é construída a nova igreja do Carmo de Burgos.

É eleito provincial em 1969 e reeleito para o mesmo cargo em 1972. Antes de terminar esse segundo triênio, é eleito Primeiro Definidor e Vigário-Geral da Ordem no Capítulo de 1973. Ao concluir o sexênio, é eleito Prepósito Geral em 1979, sendo reeleito em 1985 e permanecendo no governo da Ordem até 1991.

Nesse ano, vai para a América, onde ainda permanece como Delegado Provincial, tarefa que cumula com a função de formador, sucessivamente, no Paraguai e no Uruguai, e com uma grande dedicação à difusão da espiritualidade carmelitana, através de retiros pregados em comunidades de carmelitas descalças do mundo inteiro.

Atualmente – e a partir de fins de 2015 – pertencia à comunidade de São José em Burgos, de onde acompanhava com atenção todos os acontecimentos de nossa Ordem no Uruguai, Bolívia e Paraguai.

No dia 1º de julho de 2017, os sete provinciais da Índia tiveram seu primeiro encontro trienal em Trivandrum, em presença do Definidor encarregado, Pe. Johannes Gorantla. Falaram dos programas das atividades que organizam em comum: segundo noviciado, encontro dos estudantes de teologia, encontro dos jovens religiosos com cinco anos de ordenação etc. De modo particular, falou-se também com mais detalhes sobre o curso intensivo para os formadores indianos, que será organizado pelo Definitório Geral entre 25 de setembro e 7 de outubro deste ano, para o qual está prevista a participação de quarenta e dois frades.

Através da Secretaria para a cooperação missionária, o Padre Geral e seu Definitório decidiram responder ao pedido feito pelo estudantado dos carmelitas descalços de Bangui e dotar sua biblioteca de uma coleção de livros que contribuirão para enriquecer a formação carmelitana e teológica de nossos religiosos em formação naquelas terras.

A quantidade total doada foi de 2550 €. Com esta, foram adquiridos 82 textos de filosofia e 3 cópias das obras completas de Santa Teresa, São João da Cruz, Santa Teresa do Menino Jesus, Santa Elisabeth da Trindade e outras três do livro Quero ver a Deus, do Beato Maria-Eugênio.

Uma notícia feliz, que nos permite comprovar, de modo concreto, o fruto de nossa solidariedade com a Secretaria para a cooperação missionária.

Entre 2 e 4 de junho passados, membros das comunidades da OCDS de Trujillo, Lima, Ica, Arequipa, Abancay e Cuzco reuniram-se para sua assembleia nacional no seminário dos carmelitas descalços em Lima.

Um ponto forte da reunião foi a formação, com conferências sobre a figura de Josefa Naval y Girbés, a relação de Santa Teresa de Jesus com os leigos, a importância da fraternidade nas comunidades, o papel do presidente e do Conselho destas.

Também houve tempo para fazer um balanço sobre a vida real das comunidades do Carmelo Secular peruano e para a reflexão em torno da carta enviada pelo Prepósito Geral – Padre Saverio Cannistrà – a todas as comunidades OCDS do mundo.

Finalmente, procedeu-se à eleição do novo conselho nacional da OCDS no Peru, para um período de serviço de três anos. Os resultados foram estes:

Presidente: Lucio Muguerza Terrones, OCDS – San José (Lima)

Formação: Blanca Margarita Canale Romero, OCDS – San José (Lima)

Conselheiro Secretário: Hipólito Wilberto Rodríguez Chonta, OCDS – Ica

Conselheira de Tesouraria: Lesly del Pilar Igreda Chaupis, OCDS – San José (Lima)

Conselheira de Espiritualidade: Marianela Aneni Saavedra Abad, OCDS – Trujillo

Esse Conselho terá a missão de animar a formação das comunidades, elaborar um Plano Nacional de Formação para a OCDS, preparar o II Encontro Nacional OCDS – que acontecerá em setembro na cidade de Abancay – e o encontro da OCDS da CICLA Bolivariana.

Em suas reflexões, os irmãos do Carmelo Secular foram acompanhados pelo Padre Comissário – Alfredo Amesti –, assim como por outros religiosos do Carmelo Descalço. A comunhão experimentada nesses dias torna-se contínua na certeza de que “estamos e estaremos unidos em oração”.

As carmelitas descalças da Lituânia traduziram e publicaram dois livros de nossos Santos Pais: o Caminho de perfeição de Santa Teresa e os Ditos de Luz e Amor de São João da Cruz. A tradução esteve a cargo da Irmã Ieva, do Carmelo de Calahorra (La Rioja – Espanha), e as introduções de ambas as obras foram feitas pelo carmelita descalço Padre Salvador Ros, que é natural de Salamanca e reside no convento de Segóvia.

Os dois livros foram apresentados, com bastante afluência de público, em dois atos, celebrados em 6 e 7 de junho em Vilnius e Kaunas (Lituânia).

Nos atos de apresentação esteve presente o Padre Luis Arostégui – Geral da Ordem entre 2003 e 2009 e atualmente provincial de São Joaquim de Navarra –, que manifestou sua satisfação pelas traduções realizadas e a boa acolhida do público, destacando a universalidade da doutrina de Teresa de Jesus e João da Cruz.

Fonte: https://delaruecaalapluma.wordpress.com/

Entre 16 e 19 de março de 2017, como informamos detalhadamente em nossas redes sociais, aconteceu o primeiro congresso da Ordem Secular no Congo, no centro de acolhida do convento Les Buissonnets de Tabacongo (Lubumbashi).

Sob a presidência do Delegado Geral – Padre Roger Balowe Tshimanga –, os membros do Carmelo Secular congolês, acompanhados pelo assistente da Delegação e alguns assistentes das comunidades, refletiram sobre o tema O Carmelo Secular do Congo: balanço e perspectivas.

Como conclusões do congresso, entre outras, decidiu-se fortalecer a relação entre as diversas comunidades; realizar periodicamente mais reuniões desse tipo; estabelecer em cada comunidade de frades um espaço para as reuniões formativas e a oração das comunidades do Carmelo Secular; e dar apoio, em nível de Delegação, a todas as comunidades, com vistas a reforçar sua vida de oração, fraternidade e formação.

No congresso sublinhou-se, ademais, a necessidade de ajudar os assistentes das comunidades para um melhor desempenho de seu trabalho e o interesse em reforçar as relações da OCDS no Congo com os irmãos presentes em países vizinhos.

No primeiro de junho, a consulta médica da Congregação para as causas dos santos deu o seu parecer positivo a respeito duma suposta cura milagrosa sucedida em Paraguay no ano 2002. É um primeiro passo importante para o reconhecimento do suposto milagre atribuido a Chiquitunga, ao qual seguirá o juizo fruto do trabalho dos teólogos.

(Más información: www.postocd.org)

Entre o 13 de junho –apenas finalizada a reunião do definitório geral- e o 27 do mesmo mês, o P. Geral, Saverio Cannistrà, visitará o Comissariato do  Caribe. Entre as actividades previstas para estas datas está, em primeiro lugar, acompanhar aos nossos irmãos caribenhos durante alguns dias do Capítulo do Comissariato. Na sua passagem pelo Comisasriato, presente em três países: República Dominicana, Cuba e os Estados Unidos de América (o Estado associado de Porto Rico e Miami), realizará diversos encontros com os religiosos, religiosas e membros do Carmelo Secular no Comissariato, dará algumas conferências e terá ocasião de presidir à Eucaristia de acção de graças pelos sessenta anos de presença dos Carmelitas Descalços em La Vega, República Dominicana. Efectivamente, e depois da sua chegada à ilha em 1951, os frades descalços da já extinta Província de Castela, conseguiram estabelecer-se em 1957 na região do Cibao, concretamente em duas paróquias, La Torre e La Llanada, que foram terra de abundantes vocações, como o actual Definidor Geral para América Latina, P. Francisco Javier Mena Lima. A celebração terá lugar na paróquia de Santa Bárbara de La Torre na quinta-feira 23 de junho.

No dia 27 o P. Saverio tem previsto ir a Caracas (Venezuela), se as difíceis circunstâncias políticas o permitem, para visitar a Delegação Geral daquele país.

No 21 de maio passado, durante a alocução que acompanha a oração do “Regina Coeli” na Praça de São Pedro, o papa Francisco anunciou a celebração de um Consistório no próximo dia 28 de junho para a nomeação de cinco novos cardeais, entre os quais se encontra Mons. Lars Anders Arborelius, ocd, bispo de Estocolmo desde 1998.

Monsenhor Arborelius nasceu em Sorengo, Suiça, a 24 de setembro de 1949, no seio duma família luterana não praticante. No divórcio dos seus pais, ele foi viver com a mãe para Lund, Suécia, adquirindo a nacionalidade daquele país.

Convertido ao catolicismo com vinte anos de idade, a leitura de santa Teresa do Menino Jesus animou-o a entrar na nossa Ordem, dentro da Província de Flandres. Realizou os seus estudos em Brujes (Bélgica) e no Teresianum de Roma. Nomeado Bispo em 1998 por São João Paulo II, foi ordenado nesse mesmo ano.

Desde o dia 29 de junho próximo, data em que será nomeado Cardeal se converterá em conselheiro próximo ao papa Francisco, chamado a apoiar o seu serviço como Bispo de Roma e Pastor universal da Igreja, assim como a servir à comunhão eclesial e ser arauto gozoso do Evangelho, como recordou o próprio Francisco na sua alocução.

Fátima, 28-30 de abril de 2017

O discernimento vocacional do Carmelita secular.

Com uma participação de cerca de 80-90 pessoas de várias comunidades de Portugal e da Ilha da Madeira ocorreu na Domus Carmeli, Fátima o XXIV Encontro Nacional da OCDS portuguesa. Houve um bom clima fraterno durante o encontro, com espontaneidade e desejo de aprender, de receptividade. Percebe-se o desejo de renovação da OCDS seja por parte dos frades como dos leigos presentes.

Existem umas 16 comunidades na Província com cerca de 600 membros (apenas faltaram representantes da Com. de Viana do Castelo); a maioria dos membros da OCDS pertencem à Ilha da Madeira (400 membros) que se fez representada no Encontro por 9 membros; ali necessita fazer um avanço na vivencia das comunidades mais conforme às Constituições atuais, pois ainda mantém um estilo mais devocional; para isso foi nomeado um Delegado regional, fr. Alpoim, que auxiliará o Delegado Provincial para a OCDS fr. Joaquim Teixeira OCD neste processo de renovação.

O tema desenvolvido foi sobre O discernimento vocacional do carmelita secular, tema este já trabalhado e estudado no Encontro do conselho com o formadores das Comunidades.

Momentos marcantes do Encontro foram: a caminhada com Maria e os santos do Carmelo no caminho da Via Sacra Húngara; a emissão da promessa temporária por 3 membros da Comunidade de Paço d’Arco de Lisboa na missa do sábado; um momento de recreação no locutório com as Monjas no Carmelo de Fátima, seguida da Eucaristia de clausura do Encontro com a presença dos três ramos da Ordem na Capela do Carmelo (dedicada aos novos Stos Jacinta e Francisco, a serem proclamados dia 13 de maio no Centenário das aparições de Fátima).

Experiências de renovação e de colaboração com os frades e monjas – Casa da comunhão – de Fátima, com encontros de oração, formação e acolhidas de grupos de peregrinos feitos no Carmelo de S José como um testemunho da espiritualidade vivida em família; daqui surgiram algumas vocações e terão 4 noviços no Noviciado este ano, que se realizará em Fátima;  há um desejo de renovar a ocds, também com uma boa percentagem de participantes mais jovens.

Áreas a prestar atenção:

Maior iniciativa e autonomia dos leigos, os quais poderiam assumir os serviços de animação liturgia e de cantos no encontro.

Formação mais profunda na teologia do laicato do Vat II.

Rotatividade das funções nas comunidades

Na Madeira necessita de renovação e atualização do estilo das Comunidades, que permaneceram num estilo anterior ao das Constituições atuais.

No pasado 5 de maio faleceu em Santo Domingo, República Dominicana, Monsenhor Amâncio Escapa Aparício, bispo auxiliar emérito da Arquidiocese de Santo Domingo, com o título de Cene.

Monsenhor Amâncio tinha nascido em Cistierna, León, Espanha, a 30 de março de 1938 e fez a sua profissão como carmelita descalço em Segóvia, na antiga Província de Castela, a 2 de agosto de 1954, junto com o seu irmão gémeo, José Maria, falecido também há alguns anos. Tomaram os nomes religiosos de Amâncio de Maria e Amando de Jesus, respectivamente.

Foi ordenado sacerdote a 22 de abril de 1962. A 31 de maio de 1996 foi nomeado bispo titular de Cene e auxiliar do Arcebispo de Santo Domingo e Vigário Geral da Arquidiocese, sendo consagrado a 6 de julho de 1996.

Nunca se desvinculou da Ordem apesar da sua nomeação episcopal e fixou a sua residência, de acordo com os superiores, na comunidade de São Judas Tadeu da capital.

Ordenou diáconos e sacerdotes a numerosos Carmelitas do Comissariado do Caribe e, nas suas visitas a Espanha participava ativamente em celebrações solenes nas nossas igrejas, como a festa do Carmo e outras.

Desde 1965 residia em Santo Domingo (República Dominicana) na comunidade do  Colégio São Judas Tadeu. Ali foi Superior e pároco várias vezes e teve também muitos encargos pastorais na arquidiocese até que foi nomeado Vigário Geral a 17 de dezembro de 1982. Notável foi a sua assistência como conselheiro durante anos aos “Cursos de Cristandade”.

Faleceu aos 79 anos, em consequência de um grave cancro de pulmão.

Pelo seu eterno descanso celebraram-se missas na Catedral, na sede do movimento “Cursos de Cristandade” e na paróquia de São Judas Tadeu, dos Carmelitas Descalços. Foi sepultado no cemitério “Porta do Céu”, da capital dominicana, junto ao seu irmão.

Que descanse em paz e demos graças a Deus pelo intenso e frutífero ministério de Monsenhor Amâncio.

Como é habitual, também neste ano quarenta e seis estudantes de Teologia pertencentes a sete Províncias indianas se reuniram no Centro de Espiritualidade Gandarvakottai, na Província de Tamilnadu, durante uma semana. Trata-se de uma iniciativa da Conferência de Provinciais da Índia.

O objetivo principal do encontro é o conhecimento mútuo dos jovens em formação, para crescer na fraternidade.

O Definidor para o sul da Ásia – Frei Johannes Gorantla – esteve presente no encontro e teve oportunidade de dirigir-se aos estudantes e presidir a Eucaristia conclusiva em 22 de abril passado.

A Conferência de Provinciais organiza, além disso, dois meses de “segundo noviciado” para os professos que se preparam para sua profissão solene, tempo no qual podem aprofundar o carisma da Ordem e a doutrina de nossos Santos Pais.